A chicória geneticamente modificada dá esperança aos pacientes Africanos com malária.

 

A Dafra Pharma International NV juntou forças com a Universidade de Wageningen na Holanda para obter a matéria-prima para anti-maláricos, a partir de chicória geneticamente modificada. Os resultados desta investigação serão utilizados para reduzir o mais possível o preço da matéria-prima de modo que os tratamentos não custem mais de meio dólar ao paciente Africano.
 
A malária é perfeitamente tratável e de diagnóstico rápido, e o tratamento com ACT pode curar um paciente
antes da doença se tornar numa ameaça à vida. Pelo facto do parasita da malária se ter tornado resistente aos tratamentos mais antigos e convencionais, como a cloroquina, SP, etc., a OMS recomenda ACT como o tratamento de primeira linha nos países Africanos. Artemisinina, no entanto, é um extracto de planta dispendioso. Isto significa que uma ACT custa, actualmente, dez vezes mais do que um tratamento com, por exemplo, cloroquina. Os ACTs são muito dispendiosos para os pacientes Africanos. Isto significa que o preço dos ACTs e, por consequência, o preço da artemisinina, necessita de cair drasticamente.
 
A ideia de produzir moléculas através da modificação genética não é nova. Com base numa patente Holandesa, o Prof. Jay Keasling (Universidade de Berkely, Califórnia, EUA) e a One World Health já deram os primeiros passos na produção bio-sintética de um antecessor da artemisinina. Eles introduziram as informações genéticas para a produção de ácido de artemisinica (obtido a partir de Artemisia Annua) na levedura. Através da modificação genética de micro-organismos e da fermentação, eles esperam produzir ácido de artemisinina numa escala industrial. A anterior investigação levada a cabo pela Plant Research International, comissionada pela Dafra Pharma International NV, seguiu um caminho diferente com as mesmas linhas de pensamento, utilizando plantas em vez de micro-organismos.
 
A investigação da Wageningen mostrou que a chicória produz montantes consideráveis de lactonas de sesquiterpene que dá à planta o seu sabor amargo. Os cientistas da Wageningen, chefiados pelo Prof. Harro Bouwmeester e pelo Dr. Maurice Franssen, conseguiram demonstrar que as enzimas da chicória que estão envolvidas na produção dos compostos do sabor amargo também são capazes de produzirem outras reacções. Através da diversão da bio-síntese dos compostos do sabor azedo, eles tencionam produzir o antecessor químico da artemisinina (ácido de desidro-artemisinica) nas raízes da chicória. O grupo do Prof. Bouwmeester mostrou uma vasta gama de espécies de plantas que a diversão da bio-síntese de terpenes pode ser efectuada com eficácia.
 
Está a ser iniciada uma nova investigação da Plant Research International, também para a Dafra Pharma International NV, para ver como o antecessor da artemisinina pode ser melhor produzida na chicória. A Dafra Pharma International NV tem a experiência química requerida para a conversão, após a extracção, do antecessor em artemisinina que é directamente adequado para a produção de ACTs.
 
A investigação Belga-Holandesa decorrerá em paralelo com a do Prof. Keasling nos EUA. Na realidade, ambos os estudos são complementares, com o mesmo objectivo humano: A produção em larga escala de artemisinina produzida bio-sinteticamente que deve originar tratamentos anti-malária (ACTs) seguros, eficazes e de alta qualidade, mas económicos na África.
 
Para libertar a África da malária serão necessários cerca de 400 milhões de tratamentos por ano. A Plant Research International e a Dafra Pharma International NV continuarão, assim, a estreita colaboração tendo em vista a optimização da tecnologia de bio-síntese para a produção industrial da artemisinina.
 
No contexto desta cooperação, uma patente atribuída à Plant Research International será vendida à Dafra Pharma International NV. Isto permitirá a utilização do conhecimento obtido pela Plant Research International no processo orientado para o produto.
A Plant Research International e a Dafra Pharma International escolheram a chicória de inulina como a plataforma de produção de artemisinina porque ela contém alguns antecessores e enzimas, e constitui um corte industrial bem estabelecido para aplicações não alimentares, o que significa que toda a cadeia da produção agrícola de larga escala, incluindo a extracção, já está presente na Bélgica e na Holanda.

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